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No contexto de crescimento em que se inserem as PME às quais o FINCRESCE é dirigido (“PME LÍDER”), as necessidades de financiamento são acrescidas. Torna‑se assim premente as PME fazerem um diagnóstico estratégico da sua actividade, nomeadamente em termos de risco, e transmitir essa informação ao mercado.
Por outro lado, verifica-se uma alteração dos quadros institucionais e das regras do jogo, nomeadamente com a entrada em vigor, em 2007, do Novo Acordo de Basileia (Basileia II), que, entre outros, determina os requisitos mínimos de fundos próprios das instituições financeiras por ponderação do risco de crédito dos empréstimos por elas concedidos.
Estes dois factores implicam um aumento das exigências de prestação de informação ao mercado por parte das empresas, sendo o rating um produto que responde às referidas exigências e que permite aumentar a competitividade daquelas PME.
De facto, o processo de rating baseia-se no diagnóstico estratégico da actividade do emitente, a partir de toda a informação disponível, garantindo a manutenção da confidencialidade da informação mais sensível, mas traduzindo os seus efeitos na notação atribuída. Gera‑se assim uma
informação independente, altamente fundamentada, credível e facilmente disponível e compreensível,
que permite aos investidores e a outros parceiros, actuais e potenciais, conhecer com rigor o risco de crédito. Com o rating aumenta a transparência da informação, com
impactos significativos na explicitação de potenciais melhorias estratégicas e de políticas de gestão e no reconhecimento e credibilidade das PME notadas,
permitindo-lhes
financiarem-se a custos mais ajustados ao seu nível de risco,
geralmente inflacionado pelo factor de incerteza que o rating anula. |